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DELICIA DE RECEITA
 
 
E o Futebol na Rede abre mais uma vez espaço para conversar com um goleiro. Fernando Miguel Kaufmann, 24 anos, disputou o Gauchão deste ano pelo Clube Esportivo. Trata-se de mais um profissional que começou em um time grande, mas, teve de buscar seu espaço em outras agremiações. Fernando começou no Grêmio em 2004, depois iniciou seu trajeto pelo interior. Brasil de Pelotas em 2005, onde estava no grupo que conquistou o vice-campeonato, Porto Alegre nos dois anos seguintes, Novo Hamburgo e Londrina, no Paraná, onde sagrou-se campeão da Copa Paraná, no segundo semestre de 2008, são as equipes que defendeu. Ele concedeu entrevista ao Futebol na Rede, acompanhe:

1- Futebol na Rede: Você é mais um de tantos goleiros que começou no Grêmio. Muitos defendem que a dupla grenal deveria aproveitar mais os jogadores que cria. Embora, de anos para cá as coisas começaram a mudar. Como foi o começo no Grêmio?

Fernando: No início foi um pouco complicado por ser do interior, mas, em poucos dias me adaptei e comecei a desenvolver naturalmente dentro do clube. Aprendi muito no Grêmio, foram momentos muito bons vividos profissionalmente.

2- FNR: Foi melhor a saída?

Fernando: No início achei que tinha sido a melhor opção, mas, depois me dei conta que não tinha tomado a melhor decisão. Saí por vontade própria, não tinha a necessidade de sair de um lugar onde muitos queriam estar. Hoje corro atrás para voltar para o lugar onde já estive, um clube grande.

3- FNR: Foram três clubes no interior do RS. Como é para um goleiro jovem, dois campeonatos Gaúchos como titular, tão cedo?

Fernando: Em todos os clubes por onde passei sempre almejei ser o titular, independentemente da idade que tinha. Claro que respeitando a decisão de todos os treinadores, procurei buscar meu espaço, nunca fui de me acomodar, tenho sempre em mente crescer na minha posição.

4- FNR: Você também teve experiência numa Segundona com o Porto Alegre. Também para atletas jovens, especialmente goleiro, a Segundona é proveitosa?

Fernando: No clube foi muito bom, o Porto Alegre é um clube muito bem estruturado e na minha opinião, já deveria estar na primeira divisão. Acho que a segundona é pouco divulgada. A diferença de se jogar numa primeira divisão é muito grande, no meu caso especificamente não foi muito proveitoso na questão de aparecer, mas aprendi muito jogando esse campeonato.

5- FNR: Depois veio a experiência fora do RS. Como foi a passagem no PR?

Fernando: Fora do estado passei pelo Londrina. Não tem muita diferença do futebol gaúcho, mas acho que os clubes gaúchos são mais estruturados que os do futebol paranaense, mas foi muito positiva sim. Fomos campeões da Copa Paraná, numa condição em que o Londrina não ganhava um título havia muito tempo.


6- FNR: Existe algum goleiro em especial que seja inspiração do profissional?

Fernando: Procuro aprender a cada dia, o que vejo em algum goleiro que é positivo pra mim, procuro aprender. Muitas pessoas acham que aprendem somente com goleiros de grandes clubes, mas existem goleiros até mesmo no interior do estado que podem passar muitas coisas positivas para os mais jovens.

7- FNR: Em 2009, veio o Esportivo. Por que não veio a classificação?

Fernando: O Esportivo é um clube que oferece ótimas condições para os atletas terem tranquilidade para trabalhar. Tivemos momentos positivos e negativos durante a competição. Na minha opinião, faltou um pouco mais de concentração para nossa equipe, porque qualidade ela provou que tinha. Claro que quando a campanha não é positiva, como nosso caso, não tem como falar que as coisas deram muito certo.

8- FNR: Algum treinador de goleiro em especial tenha marcado?

Fernando: Trabalhei com ótimos profissionais. No Grêmio, marcou o Oscar Rodrigues, hoje preparador de goleiros do Cruzeiro de Minas Gerais. Com ele aprendi todos os fundamentos de um goleiro. Também no Grêmio o Toninho me marcou muito. No Porto Alegre, o Alberto Irigoyen, e no Esportivo a Edson Girardi, onde além de um dos melhores preparadores de goleiros que já tive, encontrei um grande amigo.

9- FNR: E agora, o que pensar para o futuro?

Fernando: Bom, sou uma pessoa que crê muito em Deus, e penso que quando o trabalho é feito com dedicação a cada dia, as coisas acontecem naturalmente. Certamente tive um ótimo momento no Esportivo, pena que a lesão me atrapalhou no final, mas graças a Deus já estou 100% recuperado e vamos ver o curso que as coisas vão tomar.

10- FNR: Por fim, em geral, na sua opinião, o mercado para goleiro é mais difícil do que para outra posição? Ou está complicado para todos hoje, especialmente no interior. Dá para afirmar isso?

Fernando: Sem dúvida que o mercado para goleiro é bem mais complicado que para as outras posições, mas com calma e muita dedicação às coisas vão acontecendo e vamos chegando onde sonhamos. Como diria um amigo meu, "Fé em Deus e pé na tábua".
Texto: Felipe Machado
Fotos: Divulgação arquivo pessoal
 

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