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Libertadores

- Redação Renan Santos |

Libertadores

A cartilha do rebaixamento

Diz-se no meio do futebol que, quando uma equipe de maior nível e estrutura está no caminho para ser rebaixada, ela segue um conjunto de coincidências e demonstra uma série de comportamentos que indicam que o descenso está próximo. É o caso do Cruzeiro de 2019, que está seguindo a risca a cartilha do rebaixamento.
 
O Cruzeiro iniciou o ano com as credenciais de ser o atual bicampeão da Copa do Brasil, tendo vencido as edições de 2017 e 2018 sob o comando de Mano Menezes. Isso sem falar de que havia sido eliminado de uma forma polêmica nas quartas da Libertadores do ano passado contra o Boca Juniors. O elenco estrelado, com nomes como Fábio, Dedé e Thiago Neves mudavam o patamar da equipe e a credenciavam como favorito na Libertadores, no Brasileirao, além de uma possível terceira conquista da Copa do Brasil, conforme os veículos de comunicação e, até mesmo, sportingbeting e outros sites de apostas esportivas.
 
O time iniciou bem a temporada, vencendo o campeonato mineiro com muita superioridade. Fred desandou fazendo gols e o time vinha bem. Até estourar um escândalo de corrupção dentro do clube, envolvendo dirigentes do futebol cruzeirense. A imprensa divulgou uma série de atos ilícitos dos dirigentes, que ainda estão sendo divulgados.
 
Mesmo assim, o time avançava. Na Libertadores, parou no River Plate nas oitavas. Na Copa do Brasil, foi eliminado na semifinal pelo Internacional, treinado por Odair Hellmann. A derrota na partida de ida por 1 a 0 no Mineirão culminou com a saída de Mano Menezes, que já havia deixado o cargo a disposição em duas oportunidades anteriores a saída de fato. Rogério Ceni, em ascensão no Fortaleza, foi o escolhido para substituir Mano.
 
O vestiário entrou em ebulição. Sob o comando de Rogério Ceni, o time confirmou a eliminação para o Internacional, com Thiago Neves disparando contra o treinador na entrevista pós-jogo. A crítica pegou mal. Na sequência dos jogos, o time não reagia. Era derrotado e não dava sinais de que poderia melhorar. Para completar, Rogério Ceni deu uma entrevista pedindo respaldo da direção para realizar medidas drásticas visando impedir um inédito rebaixamento do Cruzeiro para a Série B. Ainda denunciou a situação do vestiário do clube, deixando claro que líderes do grupo como Thiago Neves e Edilson comprometiam o andamento do trabalho. Resultado? Foi demitido.
 
O Cruzeiro é uma nau a deriva no Brasileirão 2019. De favorito para o status de chances de rebaixamento, o time mineiro corre perigo na competição. Semelhante a outros grandes quando caíram, como Internacional (que tem coincidências diretas), Palmeiras e Grêmio, o Cruzeiro segue a cartilha do rebaixamento: erros grosseiros da direção (não necessariamente de corrupção), vestiário em ebulição, rodagem de treinadores e um conformismo perante boas atuações, mesmo com derrota, são sinais. Thiago Neves virou meme nas redes sociais, os internautas brincam com a importância excessiva que o atleta tem, a ponto de influenciar troca de comando técnico. Pode ser que o Cruzeiro não seja rebaixado, mas está fazendo todo o percurso que outros fizeram antes de cair para a Série B.

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