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Soy Loco por Tri

O DESAFIO DE GUAIAQUIL

 
Por Eduardo Silva
Regressei há pouco tempo de Guaiaquil, onde trabalhei em uma série de reportagens para o Agrofrutas & Cia do Canal TV Terra Viva. O país, que mais lembra um estado brasileiro, dada as dimensões, é o maior exportador de Bananas do planeta. Uma economia de 9 bilhões de dólares/ano.
 
Entre uma viagem e outra pelo sul equatoriano, aos poucos fomos nos ambientando a realidade local, o fuso horário e o calor. Há oito meses não chovia. Então, mesmo a nível do mar, o clima deve ser um desafio para o Tricolor em seu confronto desta noite contra o Barcelona. A tarde aqui em Montenegro tivemos 23º C. No mesmo horário Em Guaiaquil foram 28º C com sensação de 32º C. Isso gera desgaste, mesmo antes da bola rolar. A noite, na hora da partida, a temperatura deve cair para agradáveis 23 º C, o que já ameniza um pouco para os atletas acostumados a Primavera de Porto Alegre. Aliás, outra curiosidade é que no Equador agora é outono. Sim, eles pautam as estações do ano pela capital , Quito, que está situada no hemisfério norte. Coisas do Equador.
 
Matadores de Gigantes
 
A torcida adversária está motivada. E não é para menos: construíram a fama nesta edição do torneio como “Los matadores de Gigantes”. Uma atitude esperada do Grêmio de Renato, que joga sua vida no comando da equipe, é a de não se acovardar.  Fiz um amigo no Equador, Barcelona de carteirinha. O publicitário Marcelo Yela acredita na conquista da primeira Libertadores. Nós tricolores “somos locos por Tri”.
Nessa hora só me lembro do Brasil de 1994. Do Grêmio de Felipão em 1995: jogo técnico. De resultado. Placar simples; 1 a 0, é colocar o regulamento debaixo do braço. Sem espetáculo. Mas com título no fim da temporada. Isso que espero de Renato, Luan e elenco.
É jogo de 180 minutos. Vencer o clima equatorial, a caldeira torcida e da mística em torno do Barcelona é o que importa hoje.
O Povo equatoriano é muito hospitaleiro, desfrutam de um país tranquilo, em meio a florestas, o pacífico e os Andes. Mas do irmão europeu, hoje tem apenas o nome. Querem fazer história. Hoje é dia do Grêmio Copeiro entrar em campo, como a potência brasileira de 2017 nesta Libertadores.
 
Eduardo Silva – jornalista formado pela UCPel, pós-graduado em Agroecologia pela UERGS. Professor de Oratória, Desinibição e Dicção pelo Senac RS. Gestor na Preview Comunicação. Gremista.

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